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Mexendo no xadrez: Caiado pode "ceder" em Goiânia para obter apoio do MDB dos Vilelas em 2022

Qual é mais importante: ganhar a Prefeitura de Goiânia ou reeleger Ronaldo Caiado em 2022?

Por Redação em 28/08/2020 às 22:17:22
2020 reflete em 2022 (Arquivo/Sdnews)

2020 reflete em 2022 (Arquivo/Sdnews)

Na política, as alianças políticas começam como cenários, giram em torno de possibilidades e, muito perto das convenções, as nuvens, que eram moventes, fixam-se: aí são definidos os acordos. Os que "apressam" a política, sem entender que é feita de balões de ensaio, de avanços e recuos, às vezes deixam de compreendê-la de maneira mais ampla. Veja-se o quadro atual. A eleição que se avizinha é a de 2020. É uma árvore — importantíssima. Mas está sendo desenhada por 2022, a floresta — decisiva. Confuso? Falta racionalidade? O fato é que a vida é, no geral, subjetiva; a objetividade, as conciliações definitivas, não raro demora a aparecer.


Para o governador Ronaldo Caiado (DEM), é mais importante ganhar a Prefeitura de Goiânia, com os aliados Zacharias Calil, do Democratas, ou Wilder Moraes, do PSC, ou ser reeleito em 2022? A conclusão fica a cargo dos leitores, dos eleitores e dos políticos. Mas é certo que, político inteligente e perspicaz, o líder do Democratas está pensando nisto dia e noite. Frise-se: há em Ronaldo Caiado um articulador de primeira linha, o qual o poder revelou em sua plenitude.


O que se está sugerindo é que, em termos de Goiânia e de outras cidades do interior, o quadro de alianças não está inteiramente definido (insista-se: porque joga 2022). Digamos que Maguito Vilela, do MDB, seja candidato a prefeito de Goiânia. Por certo, será. Quem será o seu vice? Chapa pura? Talvez não. O vice tanto pode ser indicado pelo DEM quanto pelo PP? É possível? Sim, é. Não será nada surpreendente se, em breve, Ronaldo Caiado, Maguito Vilela, Daniel Vilela, Gustavo Mendanha e Iris Rezende se encontrarem para discutir o assunto. Talvez neste sábado (29/8).


Ronaldo Caiado sabe que Maguito Vilela é um cidadão de palavra, um político que cumpre acordos. Iris Rezende anunciou que não disputará a reeleição, mas não o lançou como candidato, que é o que o vilelismo queria. Maguito Vilela ficou silente, não pressionou. Pelo contrário, quer o apoio do aliado histórico, com o qual caminha há mais de três décadas.


Portanto, o que Maguito Vilela acordar em 2020 cumprirá em 2022. Zacharias Calil, do Democratas, é um nome forte em Goiânia, uma pesquisa qualitativa indica isto. O fato de ser médico pesa mais, inclusive, que o de ser deputado federal. Sua entrada no jogo garante o segundo turno, com a possibilidade de ele ser eleito.


Mas ao governismo interessa muito mais uma aliança com o MDB para 2022. Ceder Goiânia e "reganhar" o governo é muito mais relevante. A estrutura do emedebismo no interior, com ou sem crise, é sempre fabulosa — é histórica. O MDB está em todas as cidades e, nas campanhas, levanta-se com força e identidade.


A aliança de Goiânia abre também espaço para uma ampla aliança entre o DEM (e partidos aliados) com o MDB no interior. Inclusive em Aparecida de Goiânia, Trindade e Goianésia.

Fonte: Com informações da Coluna Bastidores do Jornal Opção Online

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