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GoiĂąnia: Mulheres vĂ­timas de violĂȘncia domĂ©stica recebem apoio da Prefeitura

Sob a responsabilidade da Secretaria da Mulher, a Casa Abrigo Sempre Viva recebe mulheres com medidas protetivas. Elas são encaminhadas para suporte psicológico e formação profissional

Por Redação,  Roberta Amorelli, da editoria de políticas para as mulheres em 22/02/2021 às 14:17:41
(Reprodução)

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Para garantir a proteção das mulheres vítimas de violĂȘncia doméstica, a Prefeitura de GoiĂąnia possui a Casa Abrigo Sempre Viva – unidade gerida pela Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres (SMPM), que mesmo durante a pandemia permaneceu com os serviços sendo ofertados.

De acordo com a publicação "GĂȘnero e Covid-19 na América Latina e no Caribe: dimensĂ”es de gĂȘnero na resposta", elaborada pela ONU Mulheres em março de 2020, a pandemia aumentou os riscos de violĂȘncia contra mulheres e meninas, especialmente a violĂȘncia doméstica. Essa elevação nos casos estaria relacionada ao aumento das tensĂ”es em casa e ao confinamento.

A Casa Abrigo Sempre Viva tem o objetivo de amparar, proteger e fortalecer essas mulheres, oferecendo assistĂȘncia psicológica, social e jurídica a elas e seus filhos. O trabalho é desenvolvido de forma que as abrigadas conheçam os seus direitos, ampliem a consciĂȘncia sobre relacionamentos afetivos saudĂĄveis e retomem suas vidas seguras e, se possível, jĂĄ inseridas no mercado de trabalho.

As crianças possuem prioridade de vagas nos Centros Municipais de Ensino Infantil (Cmeis), assim como os adolescentes no ensino fundamental e médio, onde sĂŁo acompanhadas nestas instituiçÔes pelo período de permanĂȘncia na casa abrigo.

No ano de 2020 foram abrigadas 24 mulheres e 16 dependentes. Elas foram encaminhadas depois de passarem por escutas e triagem pelas Delegacias Especiais de Atendimento à Mulher (Deam).

A Casa funciona 24 horas, em local sigiloso em GoiĂąnia. Quando entram na Casa Abrigo, ela precisam seguir regras de convivĂȘncia, acordadas antes da entrada da família, a fim de proteger todos que lĂĄ vivem e funciona como residĂȘncia temporĂĄria por até trĂȘs meses para mulheres vítimas de violĂȘncia doméstica ou nas relaçÔes íntimas de afeto com o risco de morte, bem como de seus dependentes.

O espaço tem capacidade para abrigar 50 pessoas, entre mulheres e crianças – sendo dependentes do sexo masculino, até doze anos de idade incompletos, nos termos do art. 2Âș da Lei nÂș 8.069/1990 e dependentes do sexo feminino, até 18 anos.

A equipe interdisciplinar ainda faz o acompanhamento de mulheres que jĂĄ adquiriram autonomia emocional e financeira e jĂĄ foram desligadas da casa abrigo. O acompanhamento após abrigamento tem duração de trĂȘs meses.

Para a SecretĂĄria da Mulher, Tatiana Lemos, a casa abrigo oferece às mulheres condiçÔes para retomar o curso de suas vidas com segurança emocional e econômica. "Além da proteção, fazemos açÔes para resgatar a autoestima, autonomia e perspectiva de mudança de vida".

Canais de atendimento para mulheres vítimas de violĂȘncia

A Lei Maria da Penha estipula quatro tipos de violĂȘncia doméstica, sĂŁo elas: física, psicológica, sexual, patrimonial e moral. Para as mulheres que sofrem um ou mais desses tipos de violĂȘncia doméstica e/ou familiar existem canais de atendimento como:

• Disque 180 - Serviço gratuito e confidencial (preserva o anonimato), oferecido pela Secretaria Nacional de Políticas, que funciona 24 horas, todos os dias da semana, inclusive finais de semana e feriados, e pode ser acionada de qualquer lugar do Brasil.

• 153 – Mulher Mais Segura (Guarda Civil Metropolitana)

• 190 – Patrulha Maria da Penha (Polícia Militar)

• Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher – 1ÂȘ DEAM -Endereço:Rua 24, nÂș 203, Centro -Fones: 3201-2801 / 2802 / 2807 / 2818 /2820

• Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher – 2ÂȘ DEAM (RegiĂŁo Noroeste) Endereço: Av. do Povo com Rua E, Qd. 10, Lt. 101, Jardim Curitiba

Fones: 3201-6344 / 3201-6332 /3201- 6331


Fonte: Com informaçÔes da Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Goiùnia

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