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Operação Elite Fake: PC investiga grupo suspeito de usar redes sociais para disseminar fake news

Associa√ß√£o criminosa ainda seria respons√°vel por extorquir diversos profissionais, ap√≥s a divulga√ß√£o de informa√ß√Ķes falsas. Ao menos 15 v√≠timas j√° foram identificadas.

Por Redação em 23/04/2021 às 21:50:38

A Polícia Civil de Goi√°s investiga uma associa√ß√£o criminosa, respons√°vel por administrar 45 perfis de redes sociais, usados para disseminar fake news e em crimes de extors√£o. Na manh√£ desta sexta-feira (23/04), a Delegacia Estadual de Repress√£o a Crimes Cibernéticos (DERCC) cumpriu tr√™s mandados de busca e apreens√£o em Goi√Ęnia, em locais usados pelos suspeitos. Durante as dilig√™ncias foram apreendidos computadores, maquinetas de cart√£o de crédito e celulares, que ser√£o agora analisados. A Justi√ßa ainda determinou a exclus√£o de todas as contas criminosas, que juntas, ultrapassavam 200 mil seguidores.

A investiga√ß√£o teve início h√° dois meses, ainda em fevereiro deste ano, após o recebimento de diversas denúncias. De acordo com a delegada Sabrina Leles, titular da especializada e respons√°vel pelo trabalho de apura√ß√£o, os perfis eram usados para atacar a honra e imagem de profissionais de diferentes √°reas de atua√ß√£o, como digitais influencers, médicos, organizadores de eventos, artistas, dentre outros. Ao menos 15 vítimas j√° foram identificadas pela Polícia Civil.


"S√£o pessoas admiradas, que tem o respeito pelo trabalho desenvolvido e que de uma hora pra outra se veem expostas criminalmente, através desses perfis que s√£o criados, justamente para propagar essas mensagens ardilosas, sem a menor responsabilidade quanto à verifica√ß√£o da verdade ou da proced√™ncia dessas informa√ß√Ķes. É aquela inten√ß√£o mesmo de queimar a imagem, a honra dessas pessoas em seu meio social", pontuou.

Em um dos casos apurados, uma mulher que estava em processo de separa√ß√£o com o marido, que é médico, teria procurado o grupo criminoso com o intuito de disseminar fake news a respeito do profissional. Segundo a delegada, na maioria das vezes, os crimes eram praticados de forma direcionada. "A gente verifica pelas mensagens que s√£o pessoas certas, que queriam prejudicar por motivos específicos ou pessoas que queriam simplesmente denegrir, macular a imagem daqueles profissionais".

Os policiais descobriram ainda que os crimes eram praticados com o objetivo de extorquir as vítimas. Para isso, os suspeitos entravam em contato e exigiam valores em dinheiro. "É uma verdadeira associa√ß√£o criminosa, voltada para lucrar e lucrar alto. Eles extorquiam essas vítimas ou tentavam, propondo que, se eles pagassem, as publica√ß√Ķes seriam excluídas ou publica√ß√£o que ainda n√£o havia sido realizada, n√£o seria publicada. Ent√£o a vítima se via apavorada com aquela exposi√ß√£o sem nenhum tipo de controle", informou a delegada.

Até o momento, cinco indivíduos envolvidos nas atividades criminosas j√° foram identificados. Entre eles um homem, de 30 anos, e uma mulher, de 43. Eles s√£o apontados como sendo os beneficiados pelas extors√Ķes e administradores dos perfis nas redes sociais. "Eles simplesmente n√£o foram presos ainda porque é uma investiga√ß√£o que est√° em curso. No entanto, caso eles continuem agindo da mesma forma, a Polícia Civil ir√° representar pela pris√£o preventiva deles", concluiu a delegada. Os suspeitos ir√£o responder pelos crimes de calúnia, difama√ß√£o, associa√ß√£o criminosa e extors√£o.


Fonte: Com Informa√ß√Ķes da Secretaria de Estado da Seguran√ßa P√ļblica - Governo de Goi√°s

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