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Goiânia: MDB decide romper com Rogério Cruz e entregam 14 cargos de gestão

Partido do prefeito eleito Maguito Vilela, que morreu em janeiro por Covid-19, rompe com o Republicanos e 14 integrantes pedem exoneração

Por Redação em 05/04/2021 às 12:56:43
Presidente estadual do MDB, Daniel Vilela, anunciou saída de 14 secretários da Prefeitura de Goiânia após reforma administrativa de Rogério Cruz

Presidente estadual do MDB, Daniel Vilela, anunciou saída de 14 secretários da Prefeitura de Goiânia após reforma administrativa de Rogério Cruz

Em coletiva na manhã desta segunda-feira (5/4), o presidente estadual do MDB, Daniel Vilela, anunciou saída de 14 secretários da Prefeitura de Goiânia após reforma administrativa de Rogério Cruz. "Depois de ficar 15 dias sem me atender, o prefeito me liga para saber o que está acontecendo. Essa é a pergunta que eu gostaria de saber do senhor", relatou o filho de Maguito, que assumiria a Prefeitura.

"Chega uma hora que você não quer fazer papel de bobo", disse Daniel Vilela. Segundo o emedebista, Rogério escolheu "interromper um diálogo com a sigla e tomar atitudes administrativas que sugerem que o desejo é não ter a participação do MDB". "Ficou claro, para nós, que o prefeito tinha tomado uma decisão de mudar o rumo da prefeitura", afirmou.

"A verdade é que Goiânia está em um voo às cegas", declarou ainda o presidente da sigla. Também de acordo com Daniel, o prefeito "nomeia pessoas que ele sequer conhece". "Desafio a postar uma foto sequer com uma dessas pessoas que estão na prefeitura e que vieram de fora", provocou.

Posicionamento

Segundo o presidente estadual do MDB, uma reunião com dirigentes municipais será promovida para decidir, em nível municipal, qual posição a sigla deve assumir diante dos últimos acontecimentos. "Não há outro caminho a não ser fazer parte da oposição ao prefeito", martelou.

"Ninguém mais que eu perdi com os acontecimentos. Minha perda não foi política. Eu perdi meu pai. Minha referência pessoal, política, alguém que deixou seu legado e que teve todas as reverências merecidas, de uma vida digna, humilde e destacada aqui em nosso Estado", disse Daniel ainda no início de seu discurso.

Errou?

Ao ser questionado se o MDB errou ao escolher o vice-prefeito para a disputa encabeçada por Maguito nas eleições 2020, Daniel disparou: "Não imaginávamos que passaríamos por uma tragédia como a que passamos. Talvez o erro dos políticos seja escolher o vice pensando nele como um bom vice e não como um possível titular".

Já o ex-secretário de Planejamento e Habitação, Agenor Mariano, foi mais além: "Decepções nós temos na vida até com os nossos filhos. As vezes nós, na condição de filhos, trazemos muitas decepções aos nossos pais ou a quem mais amamos na vida. A vida é um desafio constante e precisamos entender que traições e decepções existem. Mas continuaremos nossa vida acreditando na moral e ética das pessoas. Demos um voto de confiança e acredito, até o momento, que erramos".

Entrega de 14 cargos de gestão da Prefeitura

São 14 os cargos de primeiro escalão a serem desocupados:

Secretaria de Planejamento e Habitação (Agenor Mariano); Secretaria de Finanças (Alessandro Melo); Procuradoria Geral do Município (Antônio Flávio de Oliveira); Secretaria de Desenvolvimento e Economia (Carlos Jr.); Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia (Célio Campos); Controladoria Geral do Município (Colemar José de Moura). Secretaria de Relações Institucionais (Euler Morais); Secretaria de Direitos Humanos e Políticas Afirmativas (Filemon Pereira); Secretaria Executiva de Assuntos Estratégicos (Gean Carlo Carvalho); Escritório de Prioridades Estratégicas (José Frederico Lyra Netto); Secretaria de Cultura (Kleber Adorno);Secretaria Extraordinária (Leandro Vilela); Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos (Murilo Ulhoa); Secretaria de Mobilidade (Pedro Chaves).

O único nome indicado pelo MDB que não deverá sair é o do secretário municipal de Saúde, Durval Pedroso. Os cargos haviam sido escolhidos por Maguito Vilela. Eleito em novembro de 2020, o emedebista não resistiu às complicações da Covid-19 e faleceu em janeiro deste ano, antes de assumir o mandato.

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